Não tenho a mesma paixão que a nossa eterna Carrie por Nova York, muito menos o corpinho esbelto e os incontáveis Manolo Blahniks, mas tenho as amigas fieis, sei o que é amar uma cidade por opção e reconheço as dificuldades que as mulheres da nossa geração enfrentam por suas escolhas. Nasci e cresci em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, mas tenho um caso de amor com Salvador. Como todo bom gaúcho tenho orgulho da minha terra, das tradições, do churrasco ao chimarrão e não gostaria de ter nascido em outro lugar. Mas entendo perfeitamente o fascínio apresentado no filme da personagem principal por NY, esse sentimento de adoção e adoração por um lugar que a gente escolheu.Durante o filme tive uma daquelas crises de choro incontroláveis. Saudades das gurias. Sinto falta de cada personalidade, dos conselhos únicos e insubstituíveis. Lembrei das que optaram pela família, das que abriram mão dela, das que escolheram o trabalho, das que se deram ao direito de duvidar e recomeçar quantas vezes fossem necessário. Só tenho orgulho da contribuição de cada uma dessas mulheres fortes na minha vida e mesmo com tantas diferenças ou por hoje morarmos em continentes distantes, sei que nossa amizade nos une e elas garantem isso sempre que possível e necessário.
Seja na China, Australia, Holanda, Brasil ou Angola, a torcida segue forte para a seqüencia das aventuras de Carrie, Charlotte, Miranda e Samantha, afinal elas já fazem parte da nossa turma como velhas amigas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário