Angola


Estive no final da última semana visitando a Fábrica da Super Gesso, um cliente da SACS que fica fora de Luanda, na Cidade do Sumbe. Fiquei impressionada com a diferença na limpeza, organização, transito e segurança. Na volta aproveitamos para conhecer as Quedas do Rio Keve e para comprar uns camarões de água doce que vendem na estrada. Uma delícia!



Um óbito aqui em Angola é muito diferente dos funerais que estamos habituados no Brasil. Ao contrário de toda tristeza, silencio e dor, os angolanos podem levar semanas em festa quando alguém morre. Oferecem comida e bebida, cantam e dançam... Para eles, as pessoas que já partiram dessa vida estão sempre por perto, seja para os abençoar ou para os amaldiçoar.




Entre as dificuldades que sinto em morar em Angola o transito é uma das maiores, ainda não tenho uma teoria  para justificar o quanto é caótico circular por aqui. Há quem diga que é porque os Angolanos dirigem a pouco tempo, ou porque aqui a corrupção rola solta e grande parte dos motoristas não é legalmente habilitado. O transporte público ainda é na sua maioria feito por candongas (veículos azuis da foto), e justamente nestes carros, onde andam crianças, idosos e a maioria da população é que se vê os maiores absurdos. Se o transito fica engarrafado, as candongas ligam o alerta e invadem a contra-mão, se as duas pistas já estão paradas, eles sobem nas laterais das ruas em alta velocidade sem respeitar os pedestres. E como educar uma população se quem devia dar exemplo é quem mais prejudica o transito? Quando o presidente de Angola resolve circular o resto da cidade pára, pois todas as pistas são fechadas pelo exercito e um trecho que faríamos normalmente em 40 ou 50 minutos nos toma mais de 3 horas. Espero que o ritmo de modernização e desenvolvimento urbano de Angola seja acompanhado também pela educação e conscientização de seus motoristas.


Neste domingo fizemos um programa diferente. E nessas horas não dá para negar que fica um pouquinho mais fácil morar em Luanda. Além da lancha chiquérrima oferecida pelo nosso "Big Boss, Dr Delmar", da gentileza do Sr. Luiz, marinheiro, do vinho gelado e comidinhas especiais, tivemos a companhia de bons amigos numa tarde super agradável. 

Gostaria de com essa imagem prestar um tributo as mulheres angolanas, elas são incansáveis. Na sociedade são elas que pegam mesmo no pesado. Não são raras as situações em que percebemos as esposas com filhos nas costas, inúmeras sacolas nas mãos, carregando tigelas de agua e bacias nas cabeças enquanto seus maridos, mesmo estando ao seu lado permanecem apenas como acompanhantes e observadores. Esta é apenas uma das inúmeras diferenças entre nossas culturas, e uma forma de entender que o sexo feminino não tem mesmo nada de frágil!



Estive no Brasil nas férias de julho e levei alguns tecidos africanos para distribuir como lembrança para familia e amigos, foi maior sucesso, dá para inventar mil coisas: capas de almofadas, joguinhos americanos, toalhas de mesa, saias, saídas de praia, batinhas...



Infelizmente o lixo ainda é uma das coisas que mais impressiona em Luanda.
Praia do Buraco 17/05/2010

4 comentários:

  1. Gi,
    Adorei o seu blog!
    Tudo a ver com vc: criativo e cheio de talento!
    bjocas
    Mel

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  2. Não sei se por falta de instrução da comunidade, ou por pura comodidade...O fato é que em pleno século 21 algumas pessoas ainda atiram latinhas de refrigerante, garrafas de cerveja e outras tantas porcarias pelas janelas dos carros, das casas e etc.

    :(

    Parabéns pelo Blog amor!

    Por: Leandro Bastos

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  3. Gi, assino em baixo do seu tributo às mulheres angolanas. bjos

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  4. Gi...
    Saudades de ti , guria!
    Achei bárbaro teu blog ...
    Sucesso nessa vida para ti e para as pessoas que ama.
    Tu és uma pessoa especial .
    beijos,
    mel

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